VÍDEO: Meteorologista prevê início de La Niña fraca e passageira a partir de novembro de 2025

"Fenômeno não deve alterar significativamente o regime de chuvas no fim do ano e para quadra invernosa de 2026, ainda é muito cedo prevê", afirmou.

Rodrigo Cesar Limeira

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O físico e meteorologista Rodrigo César Limeira afirmou que o fenômeno climático-oceânico La Niña está se configurando para ter início na segunda metade de novembro de 2025. Segundo o especialista, trata-se de um episódio de baixa intensidade, fraco e de curta duração, com possibilidade de dissipação entre fevereiro e março de 2026.

Apesar da formação do fenômeno, Limeira adiantou que não haverá grandes mudanças na intensidade das chuvas neste final de ano. Conforme suas atuais análises climáticas, a tendência é de ocorrência de chuvas isoladas entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, mas “nada de muito significativo”.

Em relação à quadra chuvosa — período entre fevereiro e maio —, o meteorologista considera cedo para definir um cenário definitivo, mas já descarta a presença de um El Niño no primeiro semestre de 2026, fenômeno que costuma provocar irregularidade nas chuvas na região Nordeste.

“Estamos reféns das condições do Atlântico Sul, na altura da costa leste-nordeste, e do Atlântico Norte, para a configuração da intensidade da La Niña”, explicou o pesquisador.

Limeira destacou que a temperatura das águas do Atlântico será determinante para definir o comportamento das chuvas no próximo ano.

“Se de fevereiro a maio o Atlântico Sul estiver bem quente e o Atlântico Norte frio, poderemos ter boas chuvas em toda a região. A La Niña, por si só, não é fator conclusivo. Tivemos bons anos de chuva com La Niña, como 2006, 2008, 2009 e 2011. Por outro lado, em 2012, 2017, 2018 e agora em 2025, o mesmo fenômeno esteve presente, mas as chuvas foram irregulares e, em muitos locais, abaixo da média”, ressaltou.

De acordo com o físico, a previsão detalhada para a quadra chuvosa de 2026 só poderá ser feita no final de dezembro deste ano, quando os indicadores oceânicos e atmosféricos estarão mais definidos.

Rodrigo César Limeira é físico meteorologista, mestre em Meteorologia e doutor em Física Quântica, atuando como consultor meteorológico do agronegócio e de eficiência energética.

Entenda os fenômenos

El Niño — é um fenômeno natural recorrente que envolve o aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e o enfraquecimento dos ventos alísios. Ele ocorre a cada 2 a 7 anos e tem grande impacto nos padrões climáticos globais, podendo causar secas em algumas regiões e chuvas excessivas em outras.

La Niña — é o fenômeno oposto, caracterizado pelo resfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Sua ocorrência, também cíclica, provoca alterações sazonais na circulação atmosférica e costuma durar de 9 a 12 meses, podendo ocorrer a cada 2 a 7 anos.

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