Os delegados Diego Passos e Claudionor Lúcio, da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos, confirmaram na manhã deste domingo (9) a prisão do marido da policial penal Edivânia Vieira da Silva, encontrada morta por volta das 11h da manhã do último sábado (8), em sua residência no bairro Jardim Magnólia, em Patos, Sertão da Paraíba.
De acordo com o delegado Diego Passos, o suspeito de 38 anos foi localizado e preso na cidade de Caetés, no Agreste de Pernambuco, durante uma ação conjunta de inteligência envolvendo a Polícia Civil da Paraíba e de Pernambuco, Polícia Militar de Pernambuco, Polícia Rodoviária Federal e as Polícias Penais dos dois estados.
“Conseguimos descobrir o paradeiro do investigado em Caetés e efetuamos a prisão com base em mandado de prisão temporária expedido pela 1ª Vara de Patos”, explicou o delegado Diego Passos.
Segundo ele, o homem permaneceu em silêncio durante o procedimento, demonstrando apenas sinais de arrependimento e vergonha, mas sem confessar o crime.
“Agora ele passará por audiência de custódia para avaliar as condições da prisão”, completou o delegado.
O delegado Claudionor Lúcio informou que as equipes da DHE estiveram no local do crime logo após o acionamento, realizando levantamentos, coletas e oitiva de testemunhas.
“Representamos pela prisão com base em indícios de autoria. O caso segue sendo tratado como crime de natureza passional”, afirmou.
Ele também esclareceu sobre pichações encontradas na casa da vítima, que chegaram a gerar especulações sobre possível envolvimento de facções criminosas.
“Aquilo não tem relação com nenhuma facção. Foi apenas uma tentativa de despistar as investigações. As organizações criminosas não agem dessa forma”, destacou.
O suspeito foi recambiado da cidade de Garanhuns (PE) para Patos (PB), onde será interrogado ainda neste domingo e ficará à disposição da Justiça.
Por fim, o delegado Claudionor Lúcio reforçou a importância da imprensa na apuração responsável dos fatos.
“Informações falsas prejudicam as investigações e a própria vítima. A divulgação de notícias sem confirmação é grave e pode até configurar crime. É fundamental que os veículos busquem sempre as fontes oficiais”, alertou.