VÍDEO: Meteorologista prevê La Niña fraca e curta: poucas chuvas até dezembro e incertezas para o inverno de 2026

Chuvas isoladas e pontuais podem acontecer entre novembro e dezembro, mas a tendência predominante é de pouca chuva e muito calor na Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará,

Rodrigo Cesar Limeira

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O físico e meteorologista Rodrigo César Limeira afirmou que o fenômeno climático-oceânico La Niña está configurado neste final de 2025, porém com fraca intensidade e curta duração, devendo se estender apenas até março de 2026. Segundo ele, por conta dessa característica mais branda, não há expectativa de chuvas significativas até o fim deste ano no interior do Nordeste.

“Nós queríamos que a La Niña fosse mais intensa, até para provocar chuvas mais significativas para muitas áreas do interior da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará, nesse final de ano”, afirmou Rodrigo Limeira.

De acordo com o meteorologista, caso o fenômeno tivesse maior intensidade, as frentes frias que atuam no sul e sudoeste da Bahia poderiam avançar para posições mais ao norte, favorecendo a entrada de umidade e aumentando o volume de chuvas em partes do semiárido nordestino. No entanto, com o cenário atual, isso não deve ocorrer.

Pouca chuva e muito calor

Limeira destacou que chuvas isoladas e pontuais podem acontecer entre novembro e dezembro, mas a tendência predominante é de pouca chuva e muito calor na Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, especialmente nas regiões do interior.

“A perspectiva para novembro e dezembro é de pouca chuva mesmo”, reforçou.

Incertezas para 2026

Com relação à quadra chuvosa de 2026 — período que se estende de fevereiro a maio —, o meteorologista disse que ainda é cedo para fazer previsões consistentes. O Atlântico Sul, próximo à costa leste do Nordeste, apresenta temperaturas da superfície do mar ligeiramente abaixo da média, o que está dentro da normalidade e não indica tendência clara de aumento ou redução das chuvas nesse momento.

Entenda os fenômenos

El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o que altera os ventos alísios e os padrões de chuva em várias partes do mundo. Ele costuma ocorrer a cada 2 a 7 anos e pode provocar secas em algumas regiões e chuvas intensas em outras.

Já a La Niña, fenômeno oposto, é marcada pelo resfriamento anormal dessas águas. Sua presença também modifica a circulação atmosférica global, podendo favorecer chuvas em certas áreas e estiagem em outras. Costuma durar entre 9 e 12 meses, com ocorrência igualmente cíclica.

Para o meteorologista Rodrigo César Limeira, a atual La Niña deve ser breve e de fraca intensidade, o que significa que o semiárido nordestino continuará enfrentando escassez de chuva e temperaturas elevadas até o fim de 2025.

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