A menina que amava gatos: nova animação reafirma o vigor do audiovisual sertanejo

Dirigido pela jovem cineasta Maria Tereza Azevedo, de apenas 21 anos, o filme narra a delicada história de Teté, uma menina que dedica suas manhãs a alimentar dezenas de gatos abandonados na pequena Vila do Farol.

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Dirigido pela jovem cineasta Maria Tereza Azevedo, de apenas 21 anos, o filme narra a delicada história de Teté, uma menina que dedica suas manhãs a alimentar dezenas de gatos abandonados na pequena Vila do Farol. Ambientada no período pós-pandemia, a obra dialoga com um dado preocupante: segundo a Ampara Animal, os casos de abandono de cães e gatos no Brasil cresceram 61% após a crise sanitária.

O roteiro é assinado por Laercio Filho e a direção de animação ficou a cargo do cineasta André Dias Araújo. A equipe de animadores — Dediu Ferreira, André Lopes, Oim Ferreira e a própria diretora Maria Tereza — utilizou a técnica de desenho 2D para dar vida à narrativa. A trilha sonora, original e sensível, é da cantora paraibana Socorro Lira, com arranjos do maestro Espedito Lopes.

A primeira exibição do curta aconteceu no último dia 26 de abril, na Mostra Bananeiras de Cinema, e o lançamento oficial ocorreu dois dias depois, em uma sessão especial para a equipe e convidados. Agora, o filme inicia sua trajetória por festivais de cinema no Brasil e no exterior.

A produção representa mais um marco na trajetória da ONG Acauã Produções Culturais, que completa 20 anos de atividades em 2025. Desde o premiado Memória Bendita, selecionado na primeira edição do programa Revelando os Brasis do Ministério da Cultura, a ONG tem sido protagonista na realização de cinema em Aparecida, município localizado a 400 km de João Pessoa. Com A menina que amava gatos, o coletivo chega ao seu quarto filme de animação — consolidando a cidade como um polo emergente de produção e difusão audiovisual no interior do país.

A obra também destaca o intercâmbio entre gerações: um time que mistura artistas experientes com jovens talentos locais, em um processo formativo e criativo sob a liderança de Maria Tereza Azevedo, que faz sua estreia solo na direção.

Com sensibilidade, técnica e afeto, A menina que amava gatos reafirma o potencial do sertão como território fértil para o cinema brasileiro contemporâneo.

Respostas de 5

  1. Que lindo e perfeito. Fico muito feliz em ver como a cultura do audiovisual Paraibano está nas mãos de grandes artistas. Vocês são incríveis ❤️.

  2. Parabéns Maria Tereza e Acauâ produções culturais. Orgulhosa de conhecer essa história de sucesso de tão perto. Grandes talentos revelados e novos ainda virão.

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