TCE-PB solicita documentos e aprofunda investigação sobre desvio milionário na prefeitura de São José da Lagoa Tapada, durante a gestão do ex-prefeito Coloral

O TCE-PB escancarou de vez a caixa-preta da gestão anterior da Prefeitura de São José da Lagoa Tapada e agora exige a entrega, em 15 dias, de uma verdadeira montanha de documentos bancários para aprofundar as investigações sobre um suposto desvio de R$ 8.090.684,92

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O ex-prefeito Cláudio Antônio Marques de Sousa, conhecido como Coloral, está no centro de um turbilhão de denúncias que expõem o que pode ter sido um dos maiores escândalos de corrupção da história recente da Paraíba. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) escancarou de vez a caixa-preta da gestão anterior da Prefeitura de São José da Lagoa Tapada e agora exige a entrega, em 15 dias, de uma verdadeira montanha de documentos bancários para aprofundar as investigações sobre um suposto desvio de R$ 8.090.684,92.

O processo, registrado no TCE-PB sob o número 02872/25, foi instaurado após denúncia feita pelo atual prefeito Neto de Coraci (Evilásio Formiga Lucena Neto), que ao assumir o comando da prefeitura se deparou com um cenário devastador: as contas públicas esvaziadas e indícios de movimentações financeiras altamente suspeitas.

Como se não bastasse, o próprio ex-prefeito Coloral registrou um Boletim de Ocorrência policial tentando lançar a culpa sobre o então tesoureiro e secretário de finanças, Julierme Lino de Sousa, por um desvio de R$ 1,3 milhão. A jogada, no entanto, soou mais como uma tentativa desesperada de se eximir da responsabilidade por um rombo que, segundo auditoria independente, ultrapassa a casa dos R$ 8 milhões!

A empresa contratada pela atual gestão, Gadelha Consultoria e Auditoria Pública e Social, revelou um relatório estarrecedor: os desvios teriam ocorrido entre abril e dezembro de 2024, atingindo contas do FUNDEB, da folha de pagamento (FOPAG) e até da arrecadação de IPTU. Recursos que deveriam garantir salários, merenda escolar e investimentos básicos para a população foram simplesmente saqueados, de acordo com os dados já encaminhados à corte de contas.

Agora, o TCE exige a entrega imediata de extratos bancários do FUNDEB, FOPAG e outras contas vinculadas, além de comprovantes de transferências e resumos das folhas de pagamento. O objetivo é confrontar os dados do relatório com a realidade financeira da época e identificar com precisão o rastro do dinheiro que desapareceu misteriosamente durante o governo Coloral.

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