O influenciador paraibano Hytalo Santos, preso acusado de integrar um esquema de tráfico de pessoas, exploração sexual de adolescentes, trabalho infantil artístico irregular e lavagem de dinheiro, também teria circulado em eventos organizados pelo Comando Vermelho (CV), maior facção criminosa do Rio de Janeiro.
A denúncia foi publicada na coluna Na Mira, de Carlos Carone, no portal Metrópoles. Segundo o colunista, Hytalo foi flagrado em um vídeo gravado no Complexo do Alemão, durante o famoso “Baile da Escolinha”, evento realizado pelo traficante Fhillip da Silva Gregório, conhecido como Professor, morto em 1º de junho deste ano. O baile, de acordo com a investigação, era utilizado para lavagem de dinheiro do tráfico.
Vídeo mostra influência e conexões
Nas imagens, que teriam sido feitas no início deste ano, Hytalo aparece dançando e interagindo de forma descontraída com Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio. Ele é investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) por atuar na lavagem de dinheiro do CV e seria próximo de Edgar Alves de Andrade, o Doca, apontado como um dos chefes da facção.
Outro personagem presente no vídeo é o deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva (MDB), conhecido como TH Joias. Parlamentar e designer de joias, ele ganhou projeção por atender celebridades como Adriano Imperador e Neymar.
Deputado na mira das autoridades
TH Joias também está sob investigação por suposta proximidade com o crime organizado. Em 2022, foi condenado a 14 anos, 11 meses e 22 dias de prisão pela Justiça do Rio, mas responde em liberdade após obter um habeas corpus que lhe permitiu assumir o mandato. Ele já havia passado quase dez meses preso entre 2017 e 2018.