O ex-candidato a vereador em Cajazeiras, David Arayam de Lima Braga, teve a prisão preventiva mantida após audiência de custódia realizada na tarde desta quarta-feira (10), no Fórum de Cajazeiras, Sertão da Paraíba. Ele é acusado de assassinar a jovem Ianny Marry, morta por asfixia em outubro de 2023, dentro da própria residência, no bairro Sol Nascente, na cidade de Cajazeiras-PB
Inicialmente, David se apresentou de forma voluntária à Polícia Civil em Sousa. No entanto, em comum acordo entre seu advogado, Ítalo José Estevam Freires, e as autoridades policiais, ele foi conduzido para Cajazeiras, onde o mandado de prisão foi oficialmente cumprido na Central de Polícia. A ordem havia sido expedida pela 2ª Vara Mista de Cajazeiras na última segunda-feira (8), quase um ano após o pedido apresentado pela delegada Ana Valdenice Praxedes, responsável pela investigação.
Histórico político
Mesmo investigado, David disputou as eleições municipais de 2024, pelo partido Mobilização Nacional (Mobiliza). Obteve apenas sete votos e não conseguiu se eleger vereador em Cajazeiras.
Decisão judicial
A audiência foi conduzida pelo juiz plantonista Francisco Thiago da Silva Rabelo, que destacou não haver irregularidades no cumprimento do mandado, rejeitando o relaxamento da prisão.
No termo de audiência, o magistrado registrou que David não relatou agressões, maus-tratos ou uso indevido de algemas durante a captura. Após a decisão, ele foi encaminhado ao Presídio Regional de Cajazeiras, onde permanece à disposição da Justiça.
Defesa contesta provas
O advogado de defesa do acusado, Ítalo José Estevam Freires, voltou a questionar os principais elementos do inquérito, especialmente o exame de DNA que confirmou a presença de material genético de David sob as unhas da vítima.
Segundo o advogado Ítalo Estevam, a prova tem explicação plausível, já que a vítima teria estado na casa do acusado horas antes do crime.
“A principal prova apresentada pela acusação é o exame de DNA que detectou material genético de David sob as unhas de Ianny. Todavia, esta prova está comprometida, porque a própria investigação mostrou, pela análise do celular da vítima, que no mesmo dia, momentos antes do crime, ela esteve na residência dele, onde tiveram um encontro como casal”, afirmou o defensor.
O advogado também ressaltou que o exame de corpo de delito feito em David, no mesmo dia em que o corpo foi encontrado, não identificou sinais de luta corporal. Ele ainda negou qualquer motivação para o crime, alegando que o relacionamento entre os dois era recente, com cerca de 15 dias.
O crime
Ianny Marry foi encontrada morta em 13 de outubro de 2023, pela ex-sogra, dentro de sua casa. O corpo apresentava sinais de asfixia, as mãos amarradas e um pano na boca. Como não havia indícios de arrombamento, a Polícia concluiu que o autor era alguém de confiança da vítima.
O inquérito revelou que Ianny mantinha um relacionamento com David, mas planejava viajar para Portugal em busca de trabalho e cogitava retomar o casamento com o ex-marido, Danilo, que retornaria em breve à cidade.
O caso segue em análise pela Justiça, enquanto a defesa promete insistir na tese de inocência do acusado.