VÍDEO: Sousa se despede do radialista Barbosa da Silva com homenagens e emoção

O corpo do comunicador, uma das vozes mais respeitadas da radiofonia sertaneja, recebeu homenagens durante o trajeto até o Cemitério Municipal São João Batista, onde foi sepultado

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Na manhã deste sábado (20), familiares, amigos e admiradores acompanharam o cortejo fúnebre do radialista Barbosa da Silva, falecido nesta sexta-feira (19), aos 79 anos, no Hospital Regional de Sousa (HRS).

O corpo do comunicador, uma das vozes mais respeitadas da radiofonia sertaneja, recebeu homenagens durante o trajeto até o Cemitério Municipal São João Batista, onde foi sepultado. Antes da despedida final, o carro da funerária parou em frente à Rádio Progresso 103 FM, emissora que marcou sua história profissional e onde ele apresentou seu último programa.

No campo santo, o tradicional cerimonialista  fúnebre  Antônio Tobias (Peito de Aço) destacou em discurso a importância de Barbosa para a comunicação regional.

Em um dos momentos mais emocionantes, o sanfoneiro Spydo Rei tocou a canção Naquela Mesa, de Nelson Gonçalves – música preferida do radialista e tema de seu programa dominical “Nelson e Seus Convidados”, transmitido pela Progresso FM.

Uma trajetória dedicada ao rádio

Natural de Sousa, Barbosa iniciou sua carreira em 4 de agosto de 1966, no serviço de alto-falantes “A Voz da Cidade”. Poucos anos depois, em 1973, passou a integrar a Difusora Rádio Cajazeiras, onde apresentou o Grande Jornal e a Discoteca do Ouvinte, permanecendo até 1978.

Em 1º de setembro de 1978, começou sua trajetória na Rádio Progresso AM de Sousa, emissora à qual dedicou mais de quatro décadas. Foi lá que consolidou programas de grande audiência e se tornou referência na comunicação sertaneja.

Reconhecido por sua atuação, Barbosa recebeu diversos títulos, entre eles o de Cidadão Cajazeirense (1980) e a Medalha Comenda Julieta Pordeus, concedida pela Câmara Municipal de Sousa. Também foi ativo no movimento de classe, integrando o Sindicato dos Radialistas da Paraíba e, em 1995, eleito diretor social da Associação Paraibana de Imprensa (API).

Em 2025, celebrou 59 anos de carreira, sendo 47 anos dedicados à Rádio Progresso. Sua ligação com a emissora marcou a transição histórica de frequência: seu programa foi o último a ser transmitido na Progresso AM e o primeiro a estrear na Progresso FM.

Legado de voz e memória

Barbosa da Silva deixa uma marca indelével na comunicação popular do Sertão paraibano. Mais que um locutor, foi cronista da vida cotidiana, intérprete das histórias do povo e companheiro fiel de gerações de ouvintes.

O microfone da Rádio Progresso se cala, mas a voz de Barbosa permanece ecoando na memória dos sertanejos.

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