A Prefeitura de Sousa anunciou um investimento significativo na educação municipal para o ano de 2025. Com um aporte de quase R$ 7,5 milhões, o município pretende melhorar a qualidade do ensino e garantir uma alimentação escolar adequada para os alunos da rede pública. Embora a iniciativa seja louvável, fica a reflexão: trata-se de um avanço digno de destaque ou apenas do cumprimento de uma obrigação básica?
De um lado, um investimento estimado em R$ 1.090.682,55, a Prefeitura lançou o pregão eletrônico nº 00021/2025, com data de certame marcada para 12 de março de 2025, na confecção de material didático para os alunos do Ensino Fundamental I dentro do programa “Educar pra Valer” promete fortalecer a aprendizagem. A justificativa da Secretaria de Educação é clara: a atual estrutura de impressão da rede municipal não comporta a demanda necessária. O contrato vigente de locação de impressoras já deveria atender a essa demanda ou, pelo menos, prever essa ampliação.
Por outro lado, a licitação nº 018/2025, agendada para 07 de março de 2025, que prevê um investimento robusto de R$ 6.384.737,95 na merenda escolar, demonstra a preocupação do município em garantir uma alimentação de qualidade para os estudantes. A alimentação escolar desempenha um papel fundamental no aprendizado, pois um aluno bem alimentado tem maior capacidade de concentração e rendimento. Contudo, garantir merenda nutritiva e de qualidade não é um diferencial, mas sim uma obrigação da gestão pública.
A educação deve ser vista como prioridade, e investimentos como esses são fundamentais para garantir que crianças e adolescentes tenham acesso a um ensino digno. O sousense precisa acompanhar de perto como esses recursos serão aplicados e cobrar eficiência e transparência na execução desses projetos.
É necessário celebrar avanços, mas também fiscalizar e exigir que cada centavo investido realmente beneficie os alunos. Afinal, garantir educação e alimentação de qualidade não deve ser tratado como um grande feito, mas sim como um compromisso inegociável da administração pública.
Por Leonardo Alves