MP investiga possível superfaturamento de R$ 786 mil em pagamento de combustíveis pela Prefeitura de Sousa

Segundo o MPPB, também foram encontrados indícios de irregularidades nas prefeituras de Aparecida, Joca Claudino, Lastro, Nazarezinho, Uiraúna e Vieirópolis

Compartilhe:

O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Sousa, instaurou o Inquérito Civil nº 046.2025.004456, com o objetivo de apurar eventual ilegalidade no pagamento de combustíveis a mais pelo Município de Sousa, no montante de R$ 786.134,53, distribuídos em 52 ocorrências registradas entre janeiro de 2020 e junho de 2021.

A Portaria de instauração, publicada na última sexta-feira (7), foi assinada pela promotora de Justiça Flávia Cesarino de Sousa Benigno. O procedimento busca verificar possível superfaturamento em contratos firmados para o abastecimento da frota municipal durante o período citado.

De acordo com o Ministério Público, a investigação teve origem em relatório técnico elaborado pelo Centro de Apoio Operacional do Patrimônio Público (CAO-PP), que identificou inconsistências em notas fiscais de abastecimento de combustíveis emitidas por diversos municípios paraibanos.

O relatório apontou que, em alguns casos, houve divergências de valores entre as Notas Fiscais de Consumidor Eletrônicas (NFC-e) — chamadas de “notas filhas” — e as Notas Fiscais Eletrônicas globais (NFe) — denominadas “notas mães” — que consolidam os abastecimentos de determinado período.
Essas diferenças podem indicar pagamento superior ao combustível efetivamente fornecido, o que configuraria dano ao erário.

Segundo o documento ministerial, entre os municípios com indícios de irregularidades figuram Aparecida, Joca Claudino, Lastro, Nazarezinho, Sousa, Uiraúna e Vieirópolis. Todos apresentaram divergências entre os valores lançados nas NFC-e e nas NFe, com destaque para Sousa, onde o valor investigado ultrapassa R$ 786 mil.

A promotora determinou que sejam juntados aos autos os contratos de fornecimento de combustíveis firmados pela Prefeitura de Sousa nos anos de 2020 e 2021, além de cópias de recomendações ministeriais e ofícios enviados ao prefeito e ao procurador-geral do município.

O Ministério Público destacou ainda que a Portaria nº 00194/2022 da Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ-PB) determina a obrigatoriedade de inserção do CNPJ do órgão público e da placa do veículo em cada abastecimento fracionado, o que é essencial para garantir a rastreabilidade das operações.

Com a abertura do inquérito, o MP pretende colher provas e informações que possam embasar uma eventual Ação Civil Pública ou outras medidas judiciais cabíveis, caso sejam confirmadas as irregularidades.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas notícias

João Cléber, prefeito de Santa Helena-PB (fonte: Produção)

TCE-PB agenda julgamento de denúncia contra prefeito de Santa Helena por supostas irregularidades em contratações

lucas ribeiro convenção

Governador Lucas Ribeiro firma apoio para realização inédita da Convenção Nacional do Comércio Lojista na Paraíba

Prefeito Lucas Braga

TCE julga improcedente denúncia sobre supostas irregularidades em diárias na Prefeitura de Marizópolis

A&C

Sousa reduz ISS para teleatendimento e abre caminho para geração de 200 empregos com instalação de empresa de call center