Vídeos: prefeitos da Bahia se revoltam contra cachês milionários cobrados por artistas; “Daqui a pouco não tem mais São João”;

“O safadão está cobrando um cachê de R$ 1,5 milhão,” Disse o prefeito de Senhor do Bonfim

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Os cachês milionários cobrados por grandes artistas para o São João acenderam um verdadeiro sinal vermelho nas prefeituras da Bahia. Prefeitos de diferentes regiões do estado estão vindo a público para denunciar o que chamam de explosão descontrolada dos valores, alertando que, mantido o ritmo atual, os municípios simplesmente não terão mais condições de realizar a festa.

A declaração que mais repercutiu partiu do prefeito de Senhor do Bonfim, Laércio Júnior, que revelou que o cantor Wesley Safadão teria pedido R$ 1,5 milhão para se apresentar no São João da cidade. A fala caiu como uma bomba e escancarou um problema que, segundo os gestores, já saiu do controle.

“Não é contra o São João, é contra a irresponsabilidade”, resumem prefeitos que veem as contas públicas pressionadas enquanto os cachês artísticos batem recordes históricos.

Em entrevista à WATV, Laércio Júnior afirmou que os valores praticados hoje são incompatíveis com a realidade financeira dos municípios, especialmente em um cenário de demandas crescentes por investimentos em saúde, educação e infraestrutura. Para ele, o modelo atual precisa ser urgentemente revisto, sob risco de inviabilizar uma das maiores tradições culturais do Nordeste.

A insatisfação não é isolada. O prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves, também entrou no debate e reforçou que a conta não fecha, principalmente para cidades de pequeno e médio porte, que acabam sendo empurradas para gastos milionários para não “ficarem para trás” no calendário junino.

Quem foi ainda mais duro nas críticas foi o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP). Segundo ele, o São João baiano caminha para um colapso financeiro. “Do jeito que está, daqui a três anos nenhum município da Bahia vai conseguir fazer São João”, disparou.

Cocá revelou que os custos da festa em Jequié podem saltar de R$ 5 milhões para R$ 15 milhões, mantendo-se a média de crescimento dos últimos anos. “Nem Jequié, que é uma cidade de médio porte, tem condição de bancar isso”, afirmou.

O prefeito fez ainda uma comparação que escancara o tamanho da inflação nos cachês: “Antes, com R$ 200 mil, a gente fazia uma festa razoável. Hoje, esse valor não paga nem a passagem de som de um artista”, criticou.

Diante do cenário, Zé Cocá defende um verdadeiro “choque de realidade” nos valores cobrados e a criação de regras claras para as contratações. Segundo ele, o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, deve convocar prefeitos de todo o estado para discutir o tema, inclusive com a participação do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

A proposta é estabelecer critérios, preços médios e limites de contratação, evitando que a escalada dos cachês leve os municípios ao colapso financeiro. “Ou a gente enfrenta isso agora, ou o São João vai virar privilégio de poucos”, alertou.

 

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