Chico Chorão: o político que foge da própria acusação

Na hora de comprovar a acusação, Chico Chorão fez jus ao apelido: chorou, pediu adiamento da audiência e, mesmo com o tempo extra concedido, continuou fugindo do debate.

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No universo político, acusações de irregularidades eleitorais não são novidade. O que causa espanto é a postura daqueles que, ao lançar mão de graves denúncias, somem na hora de sustentar suas próprias palavras. Esse é o caso de Francisco Rufino de Andrade, conhecido como Chico Chorão, que moveu uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o prefeito eleito de Coraci, Evilásio Formiga Lucena Neto, e seu vice, Gilberto Sulpino de Sá, mas sequer apareceu para defender suas alegações em audiência.

O ex-candidato, derrotado nas eleições municipais de 2024, alegou que aliados de Neto foram flagrados em uma suposta compra de votos, chegando a citar até uma quantia de R$ 17.204,00 encontrada com um dos envolvidos. No entanto, na hora de comprovar a acusação, Chico Chorão fez jus ao apelido: chorou, pediu adiamento da audiência e, mesmo com o tempo extra concedido, continuou fugindo do debate.

A desculpa para a segunda ausência? Problemas de saúde. Mas a realidade desmentiu o candidato. Fotografias apresentadas pela defesa do prefeito mostraram Chico Chorão em um evento festivo promovido pelo ex-prefeito Coloral no mesmo período em que alegava estar impossibilitado de comparecer à audiência.

Se a ausência de Chico Chorão já era vergonhosa, a das testemunhas que ele próprio arrolou foi um verdadeiro fiasco. Marquesa Marques de Sousa Guedes e Julierme Lino de Sousa, ambos ex-integrantes da administração de Coloral, também não compareceram. Julierme, inclusive, carrega uma mancha na história política local, sendo investigado por desviar milhões dos cofres da prefeitura de São José da Lagoa Tapada.

Diante do abandono de seu próprio caso, Chico Chorão ainda tentou uma cartada desesperada: seu advogado se retirou da audiência e pediu a nomeação de um defensor público, como se o candidato fosse um cidadão sem condições de arcar com sua defesa. O juiz não caiu na farsa e negou o pedido. No final, a falta de provas e a clara tentativa de tumultuar o processo levaram à decisão esperada: a ação foi julgada improcedente.

O resultado desse triste episódio é a credibilidade de Chico Chorão reduzida a pó. Um político que levanta graves acusações, mas foge de sua própria audiência, perde completamente o respeito e a confiança da população. Quem quer representar o povo precisa, antes de tudo, ter coragem e compromisso com a verdade — qualidades que, ao que parece, passaram longe de Chico Chorão.

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