O réu Lucildo André Soares, de 46 anos, acusado de atropelar e matar um homem e ferir duas mulheres durante um ataque ocorrido em 2024, será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri da comarca de Sousa no dia 26 de fevereiro de 2026, com início às 8h. O acusado permanece preso por decisão judicial após sentença de pronúncia.
De acordo com denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado da Paraíba, o crime ocorreu na madrugada de 17 de agosto de 2024, por volta das 5h27, na Avenida Nelson Meira, no bairro Estação.

Segundo a acusação, Lucildo teria perseguido a vítima Hugo Bernardo da Silva, de 28 anos, que trafegava de motocicleta acompanhado de Maria das Graças Pereira e Aylla Lanay dos Santos Silva.
Ainda conforme a denúncia conforme a denúncia, o acusado atingiu a motocicleta com o carro, arremessando os ocupantes ao solo. Em seguida, teria descido do veículo e desferido vários golpes de faca contra Hugo, que morreu no local. As duas mulheres conseguiram fugir e sofreram apenas lesões leves.
Prisão ocorreu no Rio Grande do Norte
Nos autos consta que o denunciado foi preso em 26 de maio de 2025, no centro do município de Major Sales (RN), em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Sousa.
Durante a fase de instrução, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório do réu, que optou por permanecer em silêncio, exercendo direito constitucional.
Testemunhas ouvidas pela defesa relataram que existiria um histórico de conflito entre o acusado e a vítima.
A mãe do réu, a senhora Aldenora Maria Soares, afirmou em juízo que Hugo teria assassinado outro filho dela, de nome Mateuzinho, no dia 14 de abril de 2013 e que, após sair da prisão, teria feito ameaças contra membros da família. Outros depoentes também mencionaram que Lucildo relatava medo e perseguições por parte de Hugo.
Ministério Público pediu julgamento pelo júri
Nas alegações finais, o Ministério Público requereu a pronúncia do réu por homicídio qualificado e tentativa de homicídio contra duas vítimas, entendimento acolhido pelo juiz José Normando Fernandes.
Na decisão de pronúncia, proferida em 3 de setembro de 2025, o magistrado também negou ao acusado o direito de recorrer em liberdade, mantendo a prisão preventiva.
Júri marcado
O julgamento está designado para 26 de fevereiro de 2026, no Tribunal do Júri de Sousa.
O réu será defendido pelo advogado Abdon Salomão Lopes Furtado.