O Tribunal do Júri da Comarca de Sousa realiza nesta terça-feira (24), a partir das 8h, o julgamento de cinco homens acusados de participação em um homicídio qualificado e uma tentativa de homicídio registrados em agosto de 2017 na zona rural de Marizópolis, no Sertão paraibano. Respondem ao processo Leonardo Nogueira da Silva, Francisco Joaquim de Oliveira, Juvanildo Dantas Militão, Flávio Soares da Costa e Edilson Rodrigues dos Santos, todos atualmente em liberdade.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba, o crime aconteceu por volta das 19h, nas proximidades da área de Zootecnia, Zona Rural do Munícipio de Marizópolis. A acusação sustenta que a vítima Anderson Estrela da Silva foi atraída ao local após receber uma ligação oferecendo drogas, o que teria sido usado como estratégia para facilitar a execução. A investigação aponta que o assassinato teria sido motivado por suspeitas de que a vítima estaria paquerando companheiras de investigados, situação classificada como motivo fútil.
Segundo as informações reunidas no processo, Anderson (foto ao lado) seguia de motocicleta por uma estrada que liga Sousa a Marizópolis quando foi atingido por disparo no tórax. Mesmo ferido, ainda conseguiu conduzir o veículo por alguns metros, mas perdeu o controle, bateu em uma cerca e morreu no local. Fernando Maciel Pires que estava na garupa também foi baleado na perna, sendo socorrido e sobrevivendo aos ferimentos.
Os autos indicam que o crime teria sido planejado com participação de vários envolvidos, incluindo quem teria arquitetado a ação, executado os disparos, fornecido a arma e auxiliado na logística. Após o crime, conforme a denúncia, a arma teria sido entregue a um adolescente para ser repassada a terceiros, o que originou também acusação por corrupção de menor. Posteriormente, um dos denunciados chegou a ser preso em flagrante com o armamento.
O inquérito policial foi concluído ainda em 2017 e, em março de 2018, seis pessoas foram denunciadas. Durante a tramitação do processo, testemunhas foram ouvidas, interrogatórios realizados e diversos pedidos das defesas — como absolvição, impronúncia e revogação de prisões preventivas — foram analisados e rejeitados pela Justiça. Na sentença de pronúncia, o magistrado entendeu haver prova da materialidade e indícios suficientes de autoria, determinando que os denunciados fossem submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri.