
A gestão da prefeita Milena Karen Tavares Nogueira (MDB), no comando da Prefeitura Municipal de Monte Horebe, estima gastar R$ 251.840,00 na contratação de restaurante para fornecimento de refeições, café da manhã, refrigerantes e sucos naturais destinados às secretarias do município. O processo consta no Documento TCE nº 25214/26, referente ao Pregão 00005/2026, com certame marcado para o dia 13 de março, às 9h, no Portal de Compras Públicas.
Se depender da nova licitação, fome não será problema na administração municipal. O cardápio oficial inclui nada menos que:
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5 mil almoços tipo “prato feito”, com três tipos de proteína, arroz, feijão (no caldo ou farofa), macarrão, batata doce e verduras;
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5 mil jantares “PF”, com duas proteínas (frita ou ao molho), arroz, feijão, macaxeira, macarrão, verduras e até possibilidade de sopa;
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2 mil cafés da manhã reforçados, com pão, bolo, tapioca, ovo, queijo, cuscuz, frutas, café, leite, suco e iogurte;
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3 mil latas de refrigerante (350 ml) nos sabores cola, guaraná, uva, laranja e limão;
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2 mil litros de suco natural, produzidos com polpa ou fruta in natura.
Tudo isso ao custo estimado de R$ 251.840,00.
A pergunta que fica é: estamos falando de uma prefeitura ou de um restaurante popular em ritmo de festival gastronômico?
Segundo a gestão municipal, o objeto da licitação é “atender as necessidades de diversas secretarias”. Não se detalha, porém, quais eventos, atividades ou demandas justificam tamanha quantidade de refeições. Em um município de pequeno porte como Monte Horebe com aproximadamente 4.429 habitantes, o volume chama atenção — principalmente quando se soma almoço, jantar, café, refrigerante e suco em escala quase industrial.

Nos bastidores políticos, a gestão é frequentemente associada à influência do ex-prefeito Marcos Heron, apontado por adversários como figura ainda presente nas decisões administrativas. Oficialmente, porém, quem assina os atos é a prefeita.
O certame ocorrerá no próximo dia 13 de março, às 9h, por meio do portal eletrônico de compras públicas. Até lá, resta ao contribuinte acompanhar atentamente — e fazer as contas.
Porque, no fim das contas, quem paga essa refeição completa é sempre o mesmo cliente: o cidadão.