A defesa protocolada no dia 10 de fevereiro de 2026, (CLICK AQUI!!!) pelo ex-prefeito Cláudio Antônio Marques de Sousa, conhecido como Coloral, afirmou ao Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) que ele não teve participação no suposto desvio de recursos públicos na Prefeitura de São José da Lagoa Tapada, atribuindo ao ex-secretário de Finanças, Julierme Lino de Sousa, a responsabilidade exclusiva pelas irregularidades apontadas em denúncia referente ao exercício de 2024.
O processo nº 02872/25, (CLICK AQUI!!!) em tramitação no TCE-PB, trata de uma denúncia apresentada por Evilásio Formiga Lucena Neto, Prefeito do Municipio, que aponta supostas irregularidades na gestão municipal, incluindo desvio de recursos, uso de documentos falsificados e transferências financeiras indevidas.
De acordo com relatório da auditoria da Corte de Contas, o montante total com indícios de irregularidades pode chegar a R$ 7.113.693,12. Entre os principais achados estão a ausência de comprovação de despesas (R$ 1,74 milhão), desvios e manipulação de dados e documentos (R$ 5,18 milhões) e irregularidades na folha de pagamento (R$ 181 mil), além de inconsistências contábeis identificadas no balancete de dezembro de 2024.
Os auditores responsáveis pela análise opinaram pela procedência da denúncia e recomendaram a citação do ex-prefeito e do ex-secretário para apresentação de defesa. O relatório também destaca indícios de práticas como peculato e falsidade ideológica, além de apontar possível responsabilidade solidária do gestor, com base nos princípios de “culpa in vigilando” e “in eligendo”.
Diante da gravidade dos fatos, a auditoria sugeriu ainda o envio do material ao Ministério Público do Estado da Paraíba (MPPB) para adoção das medidas cabíveis.
Por outro lado, a defesa de Coloral, apresentada pela RWR Consultoria & Assessoria, contesta as conclusões da auditoria e afirma que a denúncia contém informações “inverídicas e superficiais”. Segundo os advogados, houve inclusão indevida de situações regulares na prestação de contas, o que teria inflado os valores apontados como irregulares.
A defesa de Coloral sustenta que o valor efetivamente relacionado a desvios seria de R$ 5.218.514,65, montante que, segundo a argumentação, teria sido registrado na contabilidade municipal e seria de responsabilidade exclusiva do então secretário de Finanças.
Ainda conforme a defesa, o ex-prefeito não tinha conhecimento das irregularidades e agiu de boa-fé, não havendo qualquer participação ou conivência com os supostos desvios. Os advogados reforçam que os atos teriam sido praticados de forma isolada por Julierme Lino de Sousa.
O caso segue em análise no TCE-PB, sob relatoria do conselheiro substituto Renato Sérgio Santiago Melo, e deve ter novos desdobramentos após a apreciação das defesas e manifestação dos órgãos competentes.