Velório e sepultamento do ex-deputado e escritor Eilzo Matos ocorrem nesta segunda (30), em Sousa

Ex-parlamentar, escritor e membro da Academia Paraibana de Letras morreu aos 91 anos; autoridades e familiares prestam homenagens e Prefeitura decreta luto oficial.

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O velório do ex-deputado estadual, advogado e escritor paraibano Eilzo Nogueira Matos, que faleceu às 23h30 deste domingo (29), aos 91 anos, ocorre nesta segunda-feira (30), no Cemitério Jardim da Paz, em Sousa, sua terra natal. O cortejo está previsto para sair às 16h, quando seguirá para uma breve homenagem na Câmara Municipal de Sousa. O sepultamento acontecerá às 17h, no Cemitério São João Batista, também no município.

Eilzo Matos, avô do deputado estadual e 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Felipe Leitão (MDB), estava internado no Hospital São Francisco, em João Pessoa, onde veio a óbito. Em suas redes sociais, o parlamentar prestou uma homenagem emocionada ao avô, destacando sua trajetória pública e influência pessoal.
“Um homem de história grandiosa […] foi abrigo, conselho, exemplo e amor”, escreveu Felipe Leitão.

O prefeito de Sousa, Helder Carvalho, decretou luto oficial no município. Ele lamentou a perda e ressaltou a relevância de Eilzo para a vida pública da Paraíba.
“Eilzo foi uma figura de grande importância para o nosso estado, com serviços prestados que jamais serão esquecidos”, afirmou o gestor, que também manifestou solidariedade à família.

Trajetória e legado

Nascido em 23 de junho de 1934, no sítio Gato Preto, em Sousa, Eilzo Nogueira Matos construiu carreira marcada pela atuação política, jurídica e cultural. Era bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Recife e exerceu diferentes funções públicas, como advogado de ofício, diretor da Rádio Tabajara, presidente da Fundação Cultural da Paraíba e membro de conselhos ligados ao patrimônio e à cultura do estado.

Como político, foi eleito deputado estadual em duas legislaturas (1971 e 1979) e ocupou cargos estratégicos, entre eles secretário de Segurança Pública (1976) e secretário do Interior e Justiça (1978). Entre suas contribuições mais expressivas está a idealização e criação da Faculdade de Direito de Sousa, além do conceituado Festival de Inverno de Areia.

Membro da Academia Paraibana de Letras, Eilzo Matos dedicou-se à produção literária e ao estudo da cultura regional. Nos últimos anos, estava recolhido na fazenda de sua propriedade, em Coremas-PB.

A morte de Eilzo Matos representa a perda de um dos nomes mais influentes da vida pública e intelectual da Paraíba, deixando legado que atravessa gerações.

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