O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CAO Meio Ambiente), realizou uma visita institucional à Serra de Santa Catarina, localizada entre os municípios de Aguiar, São José da Lagoa Tapada e Nazarezinho, no Sertão paraibano. A ação teve como objetivo conhecer de perto a área e fortalecer o diálogo com o Governo do Estado sobre a criação de uma Unidade de Conservação na região.
Durante a visita, representantes do Movimento Esgotei, agricultores, gestores municipais e colaboradores ligados à defesa ambiental participaram das atividades, reforçando a mobilização em torno da preservação da Serra, considerada um dos patrimônios naturais mais importantes do Sertão da Paraíba.
Ao longo do percurso, foram observadas áreas de vegetação nativa da Caatinga, formações rochosas, nascentes, cursos d’água e pontos de grande beleza cênica. A presença das comunidades locais destacou a necessidade de uma proposta de conservação que concilie proteção ambiental, valorização dos saberes tradicionais e desenvolvimento sustentável.
Segundo o MPPB, a criação da Unidade de Conservação é estratégica para garantir a preservação da biodiversidade, a proteção das nascentes e o enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas no semiárido paraibano.
A coordenadora do CAO Meio Ambiente, promotora de Justiça Cláudia Cabral, ressaltou a importância da iniciativa para o futuro ambiental da região. “A Serra de Santa Catarina não é apenas uma paisagem de beleza singular. Ela representa água, biodiversidade, memória, identidade sertaneja e futuro climático. A criação de uma Unidade de Conservação é uma medida necessária para assegurar que esse patrimônio natural seja protegido para as presentes e futuras gerações”, afirmou.
O Ministério Público destacou ainda que o processo exige planejamento, estudos técnicos e diálogo entre instituições públicas, pesquisadores, movimentos sociais e moradores da região, garantindo que a preservação ambiental ocorra de forma integrada à realidade produtiva e social das comunidades locais.
A proposta de transformação da Serra de Santa Catarina em Unidade de Conservação também poderá incentivar a pesquisa científica, a educação ambiental, o ecoturismo responsável e a valorização cultural das populações sertanejas que historicamente convivem com a área.
O MPPB informou que continuará acompanhando a pauta e apoiando as promotorias de Justiça com atuação ambiental, contribuindo para a construção de políticas públicas voltadas à proteção da Serra de Santa Catarina e do bioma Caatinga no Sertão paraibano.