Sessenta e três municípios paraibanos não apresentam taxa de cobertura adequada para a primeira dose da vacina contra o sarampo e em 143, a vacinação da segunda dose do imunizante está aquém do recomendado pelo Ministério da Saúde (MS). O problema levou o Ministério Público da Paraíba (MPPB) a elaborar uma orientação técnica aos promotores de Justiça que atuam na defesa da saúde para que cobrem dos municípios medidas capazes de proteger crianças, adolescentes e adultos da doença.
De acordo com os dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PB), referentes a janeiro e dezembro de 2024, em toda a Paraíba, a cobertura vacinal da primeira dose da Tríplice Viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) é de 89,45% e da segunda dose, 67%, quando recomendado pelo MS é de que 95% do público-alvo (bebês de seis meses a crianças menores de cinco anos de idade) seja imunizado.
Na Paraíba, dentre os municípios mais populosos, estão com cobertura vacinal inadequada da primeira dose (D1) da vacina contra o sarampo João Pessoa (66,33%), Campina Grande (76,92%), Bayeux (78,56%), Sousa (80,5%), Santa Rita (81,22%), Guarabira (87,02%), Cabedelo (87,8%) e Patos (89,58%).
Na região de Sousa, que está inserida na 10ª Região Estadual de Saúde, três municípios apresentam percentuais abaixo do recomendado (95/%) de cobertura vacinal de doses D1 tríplice viral. São eles: Sousa (80,50%), Santa Cruz (81,69 %) e Nazarezinho (86,32%). Já em relação cobertura vacinal de doses D2 a relação de municípios com baixa cobertura vacinal aumenta consideravelmente, sendo: Sousa (57%), Nazarezinho (67,37%), São Francisco 84,09%, Santa Cruz )85,92%), São José da Lagoa Tapada (89,71%) e Aparecida (89,77%)
Algumas das medidas recomendadas pelo MPPB aos gestores são a realização de campanhas locais e a busca ativa da população-alvo não vacinada contra o sarampo, com estratégicas como a disponibilização do imunizante em todas as unidades de saúde, em horários estendidos ou alternativos e a oferta domiciliar da vacina aos usuários com esquemas incompletos que tenham dificuldade de locomoção.
Os gestores também estão sendo orientados em relação ao registro das doses aplicadas no site da campanha e no sistema de informação da Rede Nacional de Dados da Saúde, para que sejam detectadas e corrigidas eventuais inconsistências.