A politização das negociações com as forças de segurança da PB é um entrave desnecessário

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A recente declaração do Secretário de Segurança Pública da Paraíba, Jean Nunes, ao programa Hora H da TV Manaira, nessa segunda-feira(25), sobre as negociações salariais com a polícia levanta um ponto crucial: a politização do tema pode comprometer avanços reais. Em um cenário tão sensível quanto o da segurança pública, misturar interesses eleitorais a um debate que deveria ser estritamente administrativo é um desserviço tanto à categoria quanto à sociedade.

Desde 2019, segundo o governo, há um processo de recomposição salarial em andamento, com progressões e correções de pendências históricas. Nunes argumenta que o governo tem ido “até o limite” para atender as demandas, o que, por si só, já indica uma margem reduzida para concessões adicionais. Dessa forma, a negociação deveria ocorrer de forma pragmática, evitando-se transformação do debate em palanque político.

O problema central apontado pelo secretário é que alguns segmentos estariam menos preocupados com o real ganho para os policiais e mais interessados em estender o impasse até o período eleitoral, maximizando o desgaste do governo. Tal estratégia, além de não atender às necessidades imediatas da categoria, coloca em risco a segurança da população, que se torna refém de um embate que poderia ser conduzido com mais serenidade e responsabilidade.

A politização excessiva de debates tão essenciais como esse também gera um efeito colateral preocupante: a perda de credibilidade das negociações. Se os envolvidos deixam de discutir soluções reais em prol de estratégias eleitorais, cria-se uma desconfiança que compromete futuras negociações e, consequentemente, o próprio fortalecimento das instituições.

Portanto, é essencial que as lideranças da segurança pública mantenham o foco no que realmente importa: garantir avanços concretos para a categoria sem permitir que interesses externos desvirtuem a discussão. Se o objetivo é, de fato, melhorar as condições dos policiais, o caminho é o diálogo transparente e comprometido com soluções viáveis, e não a exploração oportunista de uma pauta tão séria.

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