Acusados de matar “José Pé de Sebo” serão julgados pelo Tribunal do Júri em Sousa no dia 25 de fevereiro

Crime ocorreu em 2021 no bairro Sorrilândia I; réus respondem por homicídio qualificado e porte ilegal de arma

José de Pé de Cebo

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O Tribunal do Júri Popular da Comarca de Sousa marcou para o próximo dia 25 de fevereiro de 2026, às 8h, o julgamento de Adão Gomes de Oliveira e Tadeu Alves da Silva, acusados de assassinar José Pereira de Oliveira, conhecido como “José Pé de Sebo” (foto acima). O caso tramita na ação penal nº 0805012-87.2021.8.15.0371, proposta pelo Ministério Público da Paraíba.

Segundo a denúncia, o crime ocorreu na madrugada de 30 de abril de 2021, por volta de 0h45, em frente ao estabelecimento “Espetim de Manel”, no bairro Sorrilândia I, em Sousa. A vítima foi morta a tiros, supostamente disparados por arma calibre .380.

Denúncia aponta homicídio qualificado

O Ministério Público sustenta que os acusados mataram José por motivo torpe, utilizando meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, qualificadoras previstas no artigo 121, §2º, incisos I, III e IV, do Código Penal. Também foi imputado o crime de porte ilegal de arma de fogo.

De acordo com relatos policiais constantes no processo, ligações ao COPOM informaram que os autores seriam dois homens conhecidos como “Adão” e “Tadeu”. Após diligências, Adão foi localizado próximo a um ponto de venda de drogas, onde foram encontradas substâncias entorpecentes. Ele negou participação no homicídio.

Já Tadeu foi encontrado posteriormente com uma motocicleta azul. Ambos afirmaram em juízo que são inocentes e negaram envolvimento no crime.

Versões dos acusados

Em interrogatório, Adão declarou que estava em casa na madrugada do crime e só soube da acusação após ligação de familiares. Informou trabalhar como tratador de piso em um supermercado.

Tadeu, por sua vez, afirmou que passou o dia trabalhando e depois foi a um bar e a uma festa, negando conhecer a vítima. Disse que só tomou conhecimento da investigação quando recebeu mandado de prisão.

Processo teve prisão e suspensão

Durante a tramitação, a Justiça chegou a decretar a prisão preventiva de Tadeu e suspender o processo enquanto ele não era localizado. Após sua captura em maio de 2022, a ação voltou a tramitar normalmente e a prisão foi posteriormente revogada mediante medidas cautelares.

Foram realizadas audiências de instrução, com depoimentos de policiais e testemunhas de acusação e defesa. O Ministério Público chegou a solicitar confronto balístico entre armas apreendidas em processos distintos.

Pronúncia para julgamento popular

Em decisão de 15 de dezembro de 2023, o juiz substituto Agilio Tomaz Marques considerou haver indícios suficientes de autoria e materialidade e pronunciou os dois acusados, determinando que sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri.

A sessão está prevista para ocorrer com ambos os réus respondendo em liberdade e com defesa patrocinada pelo advogado Dr. João Hélio Lopes da Silva

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