Aprovação de Lula sobe após encontro com Donald Trump, aponta Quaest

A pesquisa, realizada entre 2 e 5 de outubro, antes do telefonema entre os dois líderes, revela também que a desaprovação ao governo caiu de 57% para 49% no mesmo período. Outros 3% não souberam ou não responderam.

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A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a crescer e atingiu 48%, segundo a mais recente pesquisa Quaest/Genial, divulgada nesta quarta-feira (8). O levantamento mostra um avanço de dois pontos percentuais após o encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nos bastidores da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em 23 de setembro, e oito pontos desde maio deste ano.

A pesquisa, realizada entre 2 e 5 de outubro, antes do telefonema entre os dois líderes, revela também que a desaprovação ao governo caiu de 57% para 49% no mesmo período. Outros 3% não souberam ou não responderam.

Somadas as avaliações positiva (33%) e regular (27%), o grau de contentamento com o governo Lula chega a 60%, contra 37% que classificam a gestão como negativa.

Encontro com Trump impulsiona imagem

O estudo aponta que 57% dos brasileiros ficaram sabendo do elogio feito por Trump a Lula após o encontro. Para 49% dos entrevistados, o presidente brasileiro saiu mais forte politicamente da reunião, enquanto 27% acreditam que saiu mais fraco. Outros 10% não viram impacto e 14% não souberam responder.

A percepção de notícias positivas sobre o governo também cresceu: passou de 19% em maio para 30% em outubro. Já as notícias negativas recuaram de 52% em julho para 46%.

A pesquisa mostra ainda que 46% defendem que Lula busque novos encontros com Trump, enquanto 44% acham que ele deve agir com cautela e esperar. A maioria (65%) acredita que o petista deve adotar uma postura “amigável” diante do líder norte-americano — índice que era de 58% em agosto.

Discurso na ONU e vitórias no Congresso

O discurso de Lula na ONU foi bem avaliado por 52% dos entrevistados, considerado ruim por 34%, neutro por 6% e sem opinião por 8%.

Além da repercussão internacional, as vitórias no Congresso também contribuíram para a melhora na imagem do governo. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil é apoiada por 79% dos brasileiros, e 64% concordam que os mais ricos devem pagar mais impostos para compensar a medida.

Para 90%, a reforma do IR trará algum tipo de melhora nas finanças pessoais — sendo 49% uma pequena melhora e 41% uma melhora importante.

Em contrapartida, 47% rejeitam a ideia de anistia defendida por aliados de Jair Bolsonaro (PL). Outros 35% apoiam a medida para todos os envolvidos, e 8% apenas para os manifestantes do 8 de Janeiro.

Metodologia

A pesquisa Quaest/Genial ouviu 2.004 eleitores entre os dias 2 e 5 de outubro em todo o país, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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