Em mais uma conquista para os trabalhadores do comércio, os comerciários de Sousa e região garantiram um reajuste salarial de 6% e a renovação integral da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para o período 2025/2026.
O acordo foi firmado na noite desta quarta-feira (30), durante mais uma rodada de negociação entre o Sindicato dos Empregados no Comércio de Sousa e Região e o SINDIEMPRESAS, realizada na sede do sindicato patronal.
Piso salarial reajustado em duas etapas
O novo piso salarial da categoria será aplicado de forma escalonada:
De julho a dezembro de 2025: R$ 1.620,00 (reajuste de 5%);
De janeiro a junho de 2026: R$ 1.645,00 (acréscimo adicional de 1%).
Além do aumento no piso, a nova convenção estabelece o pagamento de R$ 65,00 para o trabalho em domingos e feriados, com direito a folga compensatória. Para o dia 1º de maio, ficou definido que supermercados e lojas de conveniência poderão funcionar mediante pagamento de R$ 90,00 por empregado que atuar na data.
Todos os direitos sociais previstos na convenção anterior foram mantidos, como:
Data-base em 1º de julho;
Folga na segunda-feira de carnaval (Dia do Comerciário);
Folgas compensatórias para quem trabalhar em finais de semana e feriados.
Também foram feitas adequações em cláusulas específicas, incluindo regras sobre multas contratuais, contrato de experiência e o funcionamento do comércio no feriado de Finados, adaptando a CCT à realidade atual do setor.
Para Kerlen Pereira, presidente do Sindicato dos Comerciários de Sousa, o acordo é uma demonstração de fortalecimento da categoria:

“Obtivemos ganho real com o novo reajuste e conseguimos manter todos os direitos conquistados ao longo dos anos. Isso mostra a força da união dos trabalhadores.”
Já César Martin, presidente do SINDIEMPRESAS, avaliou positivamente o equilíbrio nas tratativas:
“Após duas rodadas de negociação, conseguimos fechar um reajuste possível para as empresas e justo para os trabalhadores, além de renovarmos todas as cláusulas sociais da convenção.”
O novo acordo coletivo representa mais um exemplo de que o diálogo entre trabalhadores e empresários pode resultar em avanços significativos, com segurança jurídica para o setor e valorização dos profissionais do comércio sousense.