Na manhã desta quinta-feira (02), o presidente do Sousa Esporte Clube, Aldeone Abrantes, gravou um vídeo em tom de revolta após mais um episódio criminoso contra o clube. O caso ocorreu nas obras do Centro de Treinamento (CT do Sousa), onde ladrões furtaram um transformador de energia elétrica.
Segundo o dirigente, os criminosos retiraram o equipamento de um poste de alta tensão, abriram a carcaça e levaram fios de cobre da bobina, além de outras peças de valor. O prejuízo, de acordo com Aldeone, foi avaliado em R$ 23 mil (vinte e três mil reais).
“Infelizmente, mais uma vez, fomos vítimas de roubo. Nós não temos emendas, não temos patrocínio de grandes bets, é o suor do Sousa Esporte Clube. A gente pede à justiça, à polícia, que prendam o meliante, o mandante e o receptor, o cara que está comprando essas peças”, desabafou.

Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Sousa. A Polícia Militar intensificou rondas na região e reforçou o alerta a donos de sucatas e ferros-velhos para que não adquiram materiais do transformador furtado, já que a prática pode configurar crime de receptação.
Histórico de violência contra o clube
O caso reacendeu a memória de outro episódio grave envolvendo a diretoria do Sousa. Em 7 de abril deste ano, por volta das 17h50, o dirigente Lailson Kleber de Lima foi vítima de uma tentativa de latrocínio na entrada do Estádio Marizão. Ele foi surpreendido por dois assaltantes armados e, ao tentar correr em direção ao estádio, acabou baleado na região das nádegas.
Na ocasião, os suspeitos fugiram em um veículo Siena preto, mas foram posteriormente identificados e presos: Frank Ralisson, capturado no Conjunto Sousa I, e Lucinelde Pereira do Nascimento, conhecido como “Leleu”, preso no bairro Mutirão. Na casa de Leleu, os policiais encontraram drogas, celulares, balanças de precisão e dinheiro.
Apesar da gravidade, no dia 22 de agosto a Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) decidiu revogar a prisão preventiva de Frank Ralisson, um dos acusados de participar da ação criminosa contra o dirigente.
Com o novo furto e lembranças recentes de violência, o Sousa Esporte Clube volta a conviver com um clima de insegurança e sensação de perseguição, como destacou seu presidente.