O Tribunal do Júri de Campina Grande condenou nesta quinta-feira (12) José Geraldo de Oliveira a 78 anos, sete meses e 15 dias de reclusão pelo homicídio do sogro e pelo feminicídio da ex-companheira e da sogra. Os crimes ocorreram em junho de 2022 no município de São Bento, no Sertão da Paraíba, e foram praticados diante de duas crianças, gerando grande comoção social.
O julgamento, que durou mais de 13 horas, contou com a atuação dos promotores de Justiça Uirassu de Melo Medeiros e Luciara Lima Simeão Moura, além da advogada Silvia Helena, representando a família das vítimas. O réu estava defendido por oito advogados, alguns de outros estados.
Segundo a denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB), José Geraldo assassinou a ex-companheira Thalita Vieira da Silva, depois matou a sogra, Rita Vieira Dantas, na bodega ao lado da residência, e em seguida matou o sogro, Carlos Jaime Pedro da Silva, na calçada de casa. O crime foi gravado por câmeras de segurança.
Durante o julgamento, os promotores destacaram a violência extrema e a crueldade do ato, cometido em local que deveria ser refúgio seguro para a família, além do histórico de violência do réu e seu inconformismo com o fim do relacionamento.
As qualificadoras de motivo fútil, recurso que impossibilitou a defesa das vítimas e violência de gênero foram reconhecidas pelos jurados. José Geraldo cumprirá a pena inicialmente em regime fechado, sem direito a recorrer em liberdade, retornando ao presídio onde já se encontrava detido.
O caso reforça a importância da “Semana Justiça pela Paz em Casa”, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que visa intensificar julgamentos e ações contra a violência doméstica e conscientizar sobre o feminicídio.