A Justiça deu o primeiro passo rumo ao julgamento de um crime que estarreceu a cidade de Marizopolis, no sertão paraibano, e ganhou as manchetes nacionais. O juiz JoséNormando Fernandes, da 1ª Vara da Comarca de Sousa, recebeu oficialmente a denúncia contra o policial militar José Almi Pinheiro, o Sargento Pinheiro, acusado de executar de forma brutal a ex-namorada Carla Veríssimo Ramalho, de 39 anos, e o empresário Adriano Pereira Alves, de 42.

O Ministério Público da Paraíba, através da promotora de justiça Juliana Cardoso Rocha, enquadrou o acusado por dois homicídios duplamente qualificados, com agravantes de feminicídio, motivo torpe, recurso que dificultou a defesa das vítimas e uso de arma de fogo de uso restrito. A acusação foi aceita integralmente pelo magistrado, que determinou a citação de Pinheiro para apresentar resposta a acusação em até 10 dias.
O processo agora passa a tramitar como Ação Penal, com o sargento militar, que está preso no 2º Batalhão de Polícia Militar de Campina Grande, respondendo oficialmente como réu. O Judiciário também habilitou a mãe de Carla, a senhora Maria Mendonça da Silva, através do seu advogado Abdon Salomão Lopes Furtado, como assistente de acusação, reforçando o cerco legal contra o policial, que pode ser condenado a mais de 60 anos de prisão.
O caso que chocou o sertão
Na noite de 6 de maio, o terror tomou conta de Marizópolis. Por volta das 19h38, Pinheiro invadiu o estabelecimento “Hora do Açaí”, onde Carla trabalhava, e disparouseis vezes contra a ex-companheira, mesmo após ela já estar caída no chão. Não satisfeito, o sargento sacou uma segunda arma e executou Adriano no banheiro com dez diapraos à queima-roupa.

A cena foi descrita pelos investigadores como uma ação cinematográfica de sangue e ódio, fruto de um plano meticuloso. Pinheiro chegou com os faróis apagados, trajava roupas escuras e agiu com precisão letal. A motivação? Segundo o Ministério Público, ciúmes, obsessão e desejo de vingança.
Denúncia acolhida
Ao receber a denúncia, o juiz classificou a peça acusatória como plenamente embasada, considerando os laudos, testemunhos e provas técnicas. Em sua decisão, também ordenou o envio de cópias à Corregedoria da Polícia Militar da Paraíba, para que medidas administrativas contra o réu sejam tomadas.
O processo agora segue para a fase de instrução criminal, onde testemunhas serão ouvidas, provas reforçadas e a tragédia reconstituída juridicamente. Se condenado, o sargento pode passar o resto da vida atrás das grades.
Uma resposta
Todo ser humano tem que aprender perder, o feminicidio é um dos casos de quem não aprendeu isso. Pois é vingança de que crime ? Se vingança já é crime , qual crime causa ciumes?
Só a imbecilidade do e infelicidade de wuem o cutiva