O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu neste sábado (13), em Brasília, que a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) adote um nome mais simples e popular. Durante participação no mutirão de atendimentos promovido pelo Ministério da Saúde e pela estatal, ele criticou a atual sigla.
“Parece grego”, disse Lula, ao comentar que a Ebserh deveria ter uma nomenclatura mais acessível. “A gente tem que mudar esse nome aqui. Ebserh parece um nome holandês, grego. Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, tem que ter um nome mais digerível. Uma coisa como ‘minhocão’, ‘saúdão’, qualquer coisa. Vou te contar, o cara que criou isso aqui na época em que foi criado, sinceramente, de comunicação não entende porra nenhuma”, afirmou.
Após a fala do presidente, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a mudança depende de análise jurídica, já que o nome da estatal foi estabelecido por Medida Provisória. A ideia é facilitar o reconhecimento da Ebserh pela população. A empresa é a maior estatal de saúde da América Latina, responsável pela gestão de 45 hospitais universitários.
Mutirão histórico
O evento realizado neste sábado foi considerado o maior mutirão de saúde especializada da história do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 29 mil procedimentos estavam previstos, sendo 22,7 mil exames e 1,9 mil cirurgias eletivas.
Lula visitou as instalações do Hospital Universitário de Brasília (HUB), acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva e dos ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Camilo Santana (Educação). Em seguida, participou de uma transmissão com hospitais de Belém (PA), Belo Horizonte (MG), São Luís (MA), Goiânia (GO) e Curitiba (PR).
Também estiveram presentes no evento o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), os ministros Márcio Macêdo (Secretaria-Geral) e Macaé Evaristo (Direitos Humanos), além de parlamentares como Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Leila Barros (PDT-DF) e Erika Kokay (PT-DF).