PMs que faziam guarda de Hytalo Santos são presos suspeitos de chacina no Conde-PB

Batizada de “Operação Arcus Pontis”, a ação cumpriu 12 mandados judiciais — seis de prisão temporária e seis de busca e apreensão. Até agora, cinco militares já estão atrás das grades, enquanto o sexto investigado conseguiu escapar por estar fora do país.

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A Paraíba amanheceu nesta segunda-feira (18) com mais um escândalo que abala a credibilidade da segurança pública. Seis policiais militares, que além de suas funções oficiais atuavam como seguranças particulares do influenciador Hytalo Santos, foram alvos de uma megaoperação do Ministério Público da Paraíba (MPPB). Eles são acusados de participação direta em uma chacina brutal ocorrida em 15 de fevereiro no município do Conde, que terminou com a execução de cinco pessoas.

Batizada de “Operação Arcus Pontis”, a ação cumpriu 12 mandados judiciais — seis de prisão temporária e seis de busca e apreensão. Até agora, cinco militares já estão atrás das grades, enquanto o sexto investigado conseguiu escapar por estar fora do país.

A operação envolveu 72 agentes públicos, entre promotores, policiais civis, militares e até a própria Corregedoria da PM. A quantidade de envolvidos demonstra a gravidade do caso e o poder de articulação da quadrilha formada por homens fardados, pagos para proteger a sociedade, mas acusados de agir como pistoleiros.

O detalhe que mais choca a opinião pública é a ligação dos investigados com Hytalo Santos, influenciador digital preso recentemente sob acusações de envolvimento em crimes e que mantinha como guarda-costas justamente os PMs agora suspeitos de uma chacina.

O caso que já repercute em todo o estado, está nas mãos da Vara Única do Conde.

Relembrando a chacina do Conde

Na noite de 15 de fevereiro de 2025, o município do Conde, no litoral sul da Paraíba, foi palco de uma das cenas mais violentas do ano.

Um grupo armado invadiu uma área da cidade e promoveu um verdadeiro banho de sangue: cinco pessoas foram executadas de forma brutal. Os mortos estavam reunidos em uma residência quando foram surpreendidos pelos criminosos.

Testemunhas relataram que a ação teve características de execução planejada, e não de um ataque aleatório. Desde o início, as autoridades levantaram a suspeita de envolvimento de policiais militares, já que a dinâmica da chacina e o poder de fogo usado no crime indicavam a participação de pessoas treinadas.

O caso gerou comoção e revolta entre os moradores do Conde, que denunciaram o clima de medo e a sensação de que parte da própria segurança pública estava aliada ao crime organizado.

As investigações evoluíram ao longo dos meses, até que a Operação Arcus Pontis, deflagrada nesta segunda-feira (18), confirmou os indícios: seis policiais militares estariam diretamente ligados ao massacre. Para agravar a situação, descobriu-se que eles também atuavam como seguranças do influenciador Hytalo Santos, preso por outro esquema criminoso.

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