O prefeito do Município de Nazarezinho-PB, Marcelo Batista Vale, apresentou um projeto polêmico à Câmara Municipal. A proposta criou duas novas secretarias e seis cargos comissionados, cujos vencimentos podem chegar a R$ 5.000,00. O projeto, foi aprovado as pressas na Casa Legislativa em sessão realizada nesta quinta-feira(27).
A famigerada Lei Complementar nº 07, de 13 de fevereiro de 2025, cria a Controladoria Geral do Município (CGM) e a Secretaria de Articulação Política (SMAP). Sob a justificativa de ampliar a fiscalização e o planejamento administrativo, a verdade escancarada é que o prefeito parece estar montando uma verdadeira “cabide de empregos” para aliados políticos.
Mais cargos, mais despesas, menos resultados?
A CGM, segundo o projeto, serviria para “prestar assistência direta e imediata ao chefe do Executivo”. Mas a pergunta que não quer calar é: não deveria a Administração Pública já contar com mecanismos de controle interno? A criação dessa estrutura apenas reforça a ideia de um aumento desnecessário da máquina pública, gerando despesas que poderiam ser destinadas às áreas realmente necessitadas, como saúde e educação.
A SMAP, por sua vez, é ainda mais absurda: a secretaria será responsável por “coordenar a articulação da Prefeitura com a Câmara”. Ora, desde quando é necessário um órgão com cargos e altos salários para intermediar o relacionamento entre o Executivo e o Legislativo? Não é para isso que servem os secretários e assessores já existentes na estrutura pública?
O projeto prevê a criação dos seguintes cargos e vencimentos:
- Controlador Geral do Município: R$ 5.000,00
- Gerente de Controle Interno: R$ 2.700,00
- Diretor de Controle Interno: R$ 1.518,00
- Secretário Municipal de Articulação Política: R$ 5.000,00
- Secretário Municipal Adjunto de Articulação Política: R$ 2.700,00
- Ouvidor Municipal: R$ 1.700,00
Com a criação desses cargos, o impacto financeiro na folha de pagamento do município será considerável. A população, que já sofre com a falta de investimentos em setores essenciais, agora se vê diante de mais uma medida duvidosa da atual gestão.
Nepotismo disfarçado?
Em Nazarezinho já especulam que os cargos serão ocupados por apadrinhados políticos, consolidando um ciclo vicioso de empreguismo dentro da administração municipal. Se por um lado, há prefeituras apertando os cintos e adotando medidas de contenção de gastos, Nazarezinho parece ir na contramão da responsabilidade fiscal.
Diante desse cenário de gastos e apadrinhamentos políticos, à Câmara Municipal, que hoje funciona como um puxadinho da prefeitura, aprovou os interesses políticos do prefeito Marcelo Vale sem fazer nenhuma discursão
