O ex-prefeito e pré-candidato a deputado federal, Fábio Tyrone, afirmou em entrevista à Rádio POP FM de João Pessoa que não aceita dividir o mesmo palanque com André Gadelha nas eleições de 2026.
A declaração surge após rumores de que Gadelha poderá se filiar ao PP, a convite do deputado federal Aguinaldo Ribeiro, para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba e apoiar a candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro (PP) ao governo do Estado.
Segundo informações de bastidores, André Gadelha e Aguinaldo teriam se reunido recentemente, ocasião em que foram discutidas condições favoráveis para a entrada do sousense no partido, incluindo promessa de apoio de prefeitos aliados da família Ribeiro.
Alinhado ao projeto do governador João Azevêdo (PSB) – que deve disputar uma vaga no Senado – e de Lucas Ribeiro, que assumirá o comando do Estado em abril de 2026 e tentará a reeleição, Tyrone não poupou críticas ao seu maior adversário político.
“É claro que a gente não vai receber André Gadelha em nosso palanque. Sousa tem as questões paroquiais, como tem em muitos municípios. André é o nosso arqui-adversário. Sempre foi. Foi da última campanha, inclusive. Nós ganhamos com oito mil votos de maioria, fizemos onze vereadores dos quinze parlamentares. Por que a unidade agora? Por quê?”, disparou.
A rivalidade entre Tyrone e André Gadelha é uma das mais intensas da política sousense. Os dois já se enfrentaram em diversas disputas eleitorais e mantêm um histórico de embates diretos. Em 2024, Tyrone destacou que seu grupo derrotou Gadelha com mais de oito mil votos de maioria e consolidou ampla vantagem na Câmara Municipal, elegendo 11 dos 15 vereadores.
O xadrez de 2026
Enquanto João Azevêdo se prepara para a corrida ao Senado e Lucas Ribeiro deve concorrer ao governo estadual, Tyrone trabalha para viabilizar sua candidatura à Câmara Federal. Já André Gadelha, se confirmar a filiação ao PP, poderá se tornar peça importante no projeto político dos Ribeiro – mas sem espaço no palanque de Sousa.
A fala de Tyrone expõe como as rivalidades locais podem se sobrepor às articulações estaduais, tornando o cenário eleitoral de 2026 ainda mais complexo e imprevisível.