Ações da Prefeitura de Sousa marcam avanço no diálogo com comerciantes sobre ocupação de espaço público nas ruas da cidade

O controlador-geral Daniel Pinto e o superintendente da STTRANS, José Francisco Neto, acertam ao escolher o diálogo como ponto de partida

fonte: SECOM/SOUSA

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A iniciativa da Prefeitura de Sousa, realizada nessa terça-feira (28) por meio da Controladoria Geral, da STTRANS e da Secretaria de Planejamento, de dialogar com revendedores de veículos sobre o uso correto dos espaços públicos, é louvável — e, sem dúvida, necessária.

A ocupação irregular de calçadas e vias por automóveis expostos à venda é uma realidade que salta aos olhos de quem circula pela cidade. Trata-se de um problema que ultrapassa a questão estética: afeta diretamente a mobilidade, a acessibilidade e o respeito coletivo.

O controlador-geral Daniel Pinto e o superintendente da STTRANS, José Francisco Neto Segundo, acertam ao escolher o diálogo como ponto de partida. Uma cidade mais organizada se constrói com escuta mútua entre o poder público e o setor privado. Comerciantes têm papel relevante na economia local e, quando chamados a participar da solução, os resultados costumam ser mais consistentes.

Mas há um ponto essencial: de nada adianta conversar se, na prática, a ocupação irregular continuar. As boas intenções precisam se transformar em ações permanentes de fiscalização e acompanhamento. A cordialidade institucional é importante, mas o respeito ao espaço público não pode depender apenas da boa vontade — precisa ser regra, não exceção.

O equilíbrio entre desenvolvimento econômico e organização urbana é possível, desde que haja constância e coerência na aplicação das normas. Sousa não precisa de ações pontuais ou simbólicas, e sim de uma política urbana contínua, que una orientação, monitoramento e punição quando necessário.

O diálogo iniciado é, sem dúvida, um passo importante. No entanto, o verdadeiro teste virá com o tempo. Se as calçadas continuarem sendo vitrines de carros em vez de espaços para pedestres, ficará claro que a conversa não bastou. Se, ao contrário, a cidade se tornar mais acessível e organizada, poderemos dizer que a Prefeitura transformou um gesto diplomático em resultado concreto.

Sousa não precisa apenas de discursos sobre urbanismo — precisa de uma prática contínua de respeito ao espaço coletivo.

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