A Justiça da Paraíba manteve, nesta terça-feira (9), a prisão do ex-presidente da Câmara Municipal de Cajazeiras, Marcos Barros de Souza, de 61 anos, e da advogada Catharine Rolim Nogueira, de 46 anos. Ambos passaram por audiência de custódia durante o dia, mas o Judiciário homologou os mandados e determinou que continuem recolhidos ao sistema prisional.
Condenação de Catharine Rolim
Catharine Rolim foi presa pelo Grupo Tático Especial (GTE) de Cajazeiras para cumprir uma condenação de 32 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão, resultante da unificação de sete sentenças por estelionato cometidos entre 2010 e 2017.
A decisão que confirmou a pena foi proferida em maio de 2025 pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), sob relatoria do desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, que determinou a comunicação imediata ao juízo das execuções penais.
Na audiência de custódia, presidida pelo juiz Sávio José de Amorim Santos, a prisão foi homologada e a advogada seguirá para um presídio feminino, com recomendação de acompanhamento médico em razão de condição de saúde relatada.
Caso de Marcos Barros
Já o ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Cajazeiras, Marcos Barros de Souza, responde a uma condenação por estupro de vulnerável, praticado em 2011 contra uma adolescente dentro da sede do Legislativo municipal. Ele foi sentenciado em 2019 a um apena de 8 anos e 6 meses de prisão em regime fechado.
O processo transitou em julgado em 2022 e, após sucessivos recursos negados, Barros chegou a ser preso em 2023, em João Pessoa, pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Posteriormente, conseguiu progressão de regime, mas voltou a ter a prisão decretada pela 2ª Vara Mista de Cajazeiras após descumprimento de medidas cautelares.
Na audiência desta terça-feira, conduzida pelo juiz Francisco Thiago da Silva Rabelo, o mandado foi novamente homologado. O magistrado destacou que não houve irregularidades no cumprimento da prisão e que o réu deve permanecer recolhido.
Situação atual
Com as decisões judiciais, tanto Catharine Rolim quanto Marcos Barros permanecem presos. Os dois casos, de grande repercussão em Cajazeiras e em toda a Paraíba, seguem agora sob acompanhamento dos juízos competentes para execução penal.