Ex-presidente da Câmara de Cajazeiras, Marcos Barros, e advogada Catharine Rolim seguem presos após audiências de custódia

Catharine Rolim foi presa para cumprir uma condenação de 32 anos de reclusão. Marcos Barros por descumprimento de cautelares de uma pena 8 anos de prisão

Marcos Barros / Catharine Rolim

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A Justiça da Paraíba manteve, nesta terça-feira (9), a prisão do ex-presidente da Câmara Municipal de Cajazeiras, Marcos Barros de Souza, de 61 anos, e da advogada Catharine Rolim Nogueira, de 46 anos. Ambos passaram por audiência de custódia durante o dia, mas o Judiciário homologou os mandados e determinou que continuem recolhidos ao sistema prisional.

Condenação de Catharine Rolim

Catharine Rolim foi presa pelo Grupo Tático Especial (GTE) de Cajazeiras para cumprir uma condenação de 32 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão, resultante da unificação de sete sentenças por estelionato cometidos entre 2010 e 2017.

A decisão que confirmou a pena foi proferida em maio de 2025 pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), sob relatoria do desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, que determinou a comunicação imediata ao juízo das execuções penais.

Na audiência de custódia, presidida pelo juiz Sávio José de Amorim Santos, a prisão foi homologada e a advogada seguirá para um presídio feminino, com recomendação de acompanhamento médico em razão de condição de saúde relatada.

Caso de Marcos Barros

Já o ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Cajazeiras, Marcos Barros de Souza, responde a uma condenação por estupro de vulnerável, praticado em 2011 contra uma adolescente dentro da sede do Legislativo municipal. Ele foi sentenciado em 2019 a um apena de 8 anos e 6 meses de prisão em regime fechado.

O processo transitou em julgado em 2022 e, após sucessivos recursos negados, Barros chegou a ser preso em 2023, em João Pessoa, pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Posteriormente, conseguiu progressão de regime, mas voltou a ter a prisão decretada pela 2ª Vara Mista de Cajazeiras após descumprimento de medidas cautelares.

Na audiência desta terça-feira, conduzida pelo juiz Francisco Thiago da Silva Rabelo, o mandado foi novamente homologado. O magistrado destacou que não houve irregularidades no cumprimento da prisão e que o réu deve permanecer recolhido.

Situação atual

Com as decisões judiciais, tanto Catharine Rolim quanto Marcos Barros permanecem presos. Os dois casos, de grande repercussão em Cajazeiras e em toda a Paraíba, seguem agora sob acompanhamento dos juízos competentes para execução penal.

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