VÍDEO: Presidente de sindicato reage a denúncia de fraude nas provas do SAEB em Marizópolis e diz que professores estão sendo injustiçados

Segundo Karleide, as acusações atingem diretamente a honra e a trajetória profissional dos professores da rede municipal

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A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Marizópolis, Karleide Gomes Casimiro Quero, afirmou ter recebido com surpresa e indignação a denúncia protocolada no Ministério Público e no Tribunal de Contas da Paraíba que aponta suposta fraude na aplicação da Prova SAEB 2025 no município. A representação foi apresentada por integrantes da oposição à gestão do prefeito Lucas Braga.

Segundo Karleide, as acusações atingem diretamente a honra e a trajetória profissional dos professores da rede municipal. “Nós temos um quadro de professores impecável, responsáveis e comprometidos. São profissionais com mais de 25 anos de atuação que jamais colocariam suas carreiras em risco participando de fraude. Eles estão se sentindo acusados de falsificação e profundamente injustiçados”, declarou.

A sindicalista, que também é professora de Língua Portuguesa no município, afirmou que a denúncia estaria sendo utilizada como instrumento de disputa política, com prejuízo direto à imagem da categoria. “Se querem atingir o gestor, tudo bem, ele é político. Mas imputar injustamente um crime aos professores é revoltante. Como presidente do sindicato, estou pronta para defender a categoria”, disse.

Karleide explicou ainda que a aplicação do SAEB não fica sob responsabilidade dos professores do município. De acordo com ela, o exame é aplicado por profissionais da cidade de Sousa, selecionados pelo Ministério da Educação (MEC), e os docentes locais não permanecem em sala durante a prova. Após a aplicação, os cadernos são lacrados pelos aplicadores, sem acesso dos professores da escola, e com acompanhamento dos alunos no momento do recolhimento.

Sobre documentos anexados à denúncia, a presidente do sindicato afirmou que parte do material citado se refere a simulados pedagógicos realizados pelas escolas durante a preparação dos estudantes para avaliações internas e para o próprio SAEB, não se tratando de provas oficiais.

Ela acrescentou que a indignação não se limita aos professores. Pais de alunos também teriam manifestado revolta com a denúncia, por considerar que ela coloca os estudantes como incapazes de realizar a avaliação. “É muito injusto. Saímos de casa às sete da manhã e voltamos no fim da tarde. Muitos professores deixam seus filhos para cuidar dos filhos dos outros. Ver esse trabalho sendo colocado em dúvida dessa forma é muito doloroso”, afirmou.

A denúncia

A representação foi protocolada pelo vereador oposicionista Carlos José (Republicanos) junto ao Ministério Público de Sousa. O parlamentar pede a investigação de um suposto esquema de fraude na aplicação do SAEB 2025 em Marizópolis, realizado em 29 de outubro, envolvendo turmas do 5º e do 9º ano.

Segundo a denúncia, estudantes com baixo desempenho teriam sido desmatriculados das turmas regulares antes do envio das listas oficiais ao INEP, sendo realocados para outras escolas ou para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), sem conhecimento dos pais. A manobra, segundo o vereador, evitaria que esses alunos fossem contabilizados como faltosos, alterando artificialmente o resultado do município.

O documento também aponta que alunos do 9º ano teriam sido transferidos para o EJA da Escola João Alexandre, identificado nos registros como “CICLO 4 JAO”, sem justificativa pedagógica. Atas escolares e listas de presença anexadas à denúncia indicariam que esses estudantes frequentaram regularmente as turmas durante o ano letivo, mas não participaram da avaliação nacional.

Outro ponto considerado grave é a acusação de uma suposta “encenação” no dia da prova. De acordo com a denúncia, enquanto parte da turma realizava o SAEB oficial, alunos excluídos teriam sido levados à Creche Doroteu para responder a um simulado e a um questionário que aparentava ser de 2025, mas que corresponderia ao SAEB 2023. As capas dos cadernos conteriam logomarcas do INEP, do Ministério da Educação e do SAEB.

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