VÍDEO: Janeiro de 2026 deve ter chuvas entre a média e abaixo da média no Sertão, aponta meteorologista

A tendência é de pouca chuva em praticamente todo o Sertão paraibano, incluindo municípios como Patos, Sousa, Cajazeiras e Pombal

Rodrigo Cesar Limeira

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O físico e meteorologista Rodrigo César Limeira afirmou que o mês de janeiro de 2026 deverá apresentar um cenário de chuvas variando entre a média e abaixo da média climatológica para a maior parte do interior do Sertão do Nordeste.

De acordo com o especialista, a perspectiva engloba áreas do Sertão da Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, além do centro e leste de Pernambuco, alcançando ainda Alagoas, Sergipe e o extremo norte da Bahia. Nessas regiões, a expectativa é de volumes pluviométricos dentro da média histórica ou inferiores a ela.

Em termos práticos, isso significa, por exemplo, que o município de Patos, no Sertão da Paraíba, cuja média histórica de chuvas em janeiro é de 68 milímetros, deverá registrar 68 mm ou menos ao longo do mês. O cenário é bem diferente do observado em janeiro de 2025, quando Patos acumulou 228 mm, volume muito acima da média. À época, o próprio Rodrigo César havia alertado para um mês chuvoso acima do normal, previsão que acabou se confirmando.

Para janeiro de 2026, entretanto, o quadro é outro. Segundo o meteorologista, a tendência é de pouca chuva em praticamente todo o Sertão paraibano, incluindo municípios como Sousa, Cajazeiras e Pombal.

  • Pombal: média histórica de 70 mm em janeiro, com previsão de chover 70 mm ou abaixo disso;

  • Sousa: média de 110 mm, com expectativa de ficar dentro ou abaixo desse patamar;

  • Cajazeiras: média em torno de 120 mm, também com previsão de 120 mm ou menos.

Assim como em Patos, essas cidades registraram volumes expressivos de chuva em janeiro do ano passado, o que não deve se repetir em 2026, conforme os estudos apresentados.

Chuvas pontuais registradas no Sertão

Apesar da perspectiva considerada menos favorável, chuvas significativas foram registradas na noite deste domingo em várias cidades do Sertão paraibano. Confira alguns dos principais acumulados:

Região do Vale do Piancó

  • Boa Ventura: 35,0 mm

  • Conceição: 35,5 mm

  • Coremas: 8,8 mm

  • Curral Velho: 87,5 mm

  • Diamante: 80,7 mm

  • Ibiara: 53,0 mm

  • Igaracy: 5,5 mm

  • Itaporanga: 17,8 mm

  • Pedra Branca: 53,0 mm

  • Piancó: 18,4 mm

  • São José de Caiana: 1,2 mm

  • Serra Grande: 1,5 mm

  • Santa Inês: 15,3 mm

  • São Mamede/Mangueira: 42,6 mm

Região de Cajazeiras e Sousa

  • Cajazeiras (Sítio São José): 98,1 mm

  • Cajazeiras (Engenheiro Ávidos): 62,0 mm

  • Cajazeiras (sede): 45,2 mm

  • Cachoeira dos Índios: 45,6 mm

  • Sousa: 15,5 mm

  • Aparecida: 16,8 mm

  • São José da Lagoa Tapada: 68,0 mm

  • Marizópolis: 12,3 mm

  • Vieirópolis: 8,9 mm

  • São Francisco: 8,0 mm

  • Santa Cruz: 7,5 mm

  • Lastro: 6,7 mm

  • Uiraúna: 10,5 mm

Especialista

Rodrigo César Limeira é físico meteorologista, mestre em Meteorologia e doutor em Física, atuando como consultor meteorológico para o agronegócio e em projetos de eficiência energética. Segundo ele, mesmo com episódios isolados de chuva intensa, o cenário geral para janeiro de 2026 ainda inspira atenção quanto à regularidade e ao volume das precipitações no Sertão.

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