TCE-PB agenda julgamento de denúncia contra prefeito de Santa Helena por supostas irregularidades em contratações

Auditoria aponta excesso de servidores temporários e uso indevido da contratação por excepcional interesse público; defesa alega necessidade nas áreas de saúde e educação

João Cléber, prefeito de Santa Helena-PB (fonte: Produção)

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O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba agendou para o dia 14 de maio de 2026 o julgamento de uma denúncia contra a Prefeitura de Santa Helena, sob gestão do prefeito João Cleber Ferreira Lima, envolvendo possíveis irregularidades na contratação de servidores temporários durante o exercício de 2023.

A análise será realizada durante a sessão ordinária nº 3075 da 1ª Câmara da Corte, sob relatoria do conselheiro Antonio Gomes Vieira Filho. O processo (03665/24) tem origem em denúncia apresentada pelo suplente de vereador Antonio Gomes da Silva Neto, que questiona a legalidade das contratações por tempo determinado realizadas pelo município.

De acordo com relatório da auditoria do TCE-PB,(Clique Aqui) houve indícios de irregularidades, com destaque para o elevado número de servidores contratados por excepcional interesse público — 239 em 2023, superando o número de efetivos (191). Em 2024, mesmo após concurso público, esse número subiu para 257.

A auditoria concluiu pela procedência da denúncia, apontando que diversas contratações ocorreram para funções permanentes, como profissionais da saúde e educação, o que contraria a Constituição Federal. Também foram identificadas falhas como ausência de processo seletivo simplificado e falta de comprovação de situações emergenciais que justificassem as contratações.

Na defesa, o gestor argumenta que as admissões ocorreram para atender demandas crescentes nas áreas de saúde e educação, além da execução de programas temporários. A gestão também destacou a realização de concurso público em 2023 e afirmou que parte dos contratados já foi substituída por servidores efetivos.

Apesar disso, a auditoria considerou que as justificativas não foram suficientes para afastar as irregularidades, ressaltando que apenas uma pequena parcela dos contratos apresentou comprovação de necessidade excepcional.

O julgamento poderá resultar em recomendações ou sanções à gestão municipal, além de reforçar a exigência de realização de concursos públicos para suprir demandas permanentes da administração.

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