Ex-prefeito Coloral e ex-secretário de finanças são acusados de desviarem R$ 8 milhões em São José da Lagoa Tapada

O caso ganhou contornos ainda mais controversos quando o próprio ex-prefeito denunciou seu ex-secretário de finanças, Julierme Lino de Sousa, por um desvio inicial de aproximadamente R$ 1,37 milhão. No entanto, a auditoria revelou que o montante pode ser muito maior, ultrapassando a cifra de R$ 8 milhões.

Ex-prefeito Coloral (Camisa azul) e Julierme Lino (Camisa amarela) ex-secretário de Finanças do Municipio. Ambos investigados pelo desvio milionário da prefeitura de São José da Lagoa Tapada, durante o exercício financeiro de 2024

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O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) recebeu uma denúncia possível desvio de mais de R$ 8 milhões da Prefeitura de São José da Lagoa Tapada durante a gestão do ex-prefeito Cláudio Antônio Marques de Sousa, conhecido como Coloral. A denúncia, formalizada na última segunda-feira(31/03) pela atual administração municipal, liderada pelo prefeito Evilásio Formiga Lucena Neto, expõe um cenário alarmante de irregularidades contábeis e bancárias envolvendo recursos públicos.

Segundo o documento apresentado ao TCE-PB, a auditoria interna contratada identificou diversas irregularidades nas contas municipais, com indícios de crimes como peculato, falsificação de documentos públicos e improbidade administrativa. O caso ganhou contornos ainda mais controversos quando o próprio ex-prefeito denunciou seu ex-secretário de finanças, Julierme Lino de Sousa, por um desvio inicial de aproximadamente R$ 1,37 milhão. No entanto, a auditoria revelou que o montante pode ser muito maior, ultrapassando a cifra de R$ 8 milhões.

A versão apresentada pelo ex-prefeito Coloral levanta questionamentos. Alega desconhecimento sobre as movimentações bancárias suspeitas, apesar de ser o ordenador de despesas e detentor da senha necessária para realizar tais operações. Essa tentativa de se isentar de responsabilidade não resiste a uma análise mais rigorosa, especialmente diante da confissão pública do ex-secretário de finanças sobre a prática delituosa.

O caso já foi reportado ao Ministério Público Federal e Estadual, e a investigação em curso pelo TCE-PB é fundamental para garantir transparência e responsabilidade na administração pública. Pequenos municípios do interior do Brasil já sofrem com a escassez de recursos, e escândalos como este agravam ainda mais a situação da população local, que depende de serviços essenciais frequentemente comprometidos pela corrupção.

A população de São José da Lagoa Tapada merece respostas rápidas e eficazes. Se confirmadas as irregularidades, que os responsáveis sejam devidamente punidos e que os recursos públicos desviados sejam recuperados. Este caso reforça a necessidade de mecanismos mais eficazes de controle e fiscalização, garantindo que o dinheiro público seja empregado corretamente e em benefício da população. O que São José da Lagoa Tapada precisa agora não é apenas de justiça, mas de um compromisso renovado com a gestão responsável e transparente.

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